Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Voltar

MÊS DE SETEMBRO

ELEMENTO

TERRA

SIGNO

VIRGEM

REGENTE

MERCÚRIO

VIRTUDE

DISCIPLINA
Estória do Aprendiz

As virtudes e os arquétipos de cada mês

É a segunda apresentação do elemento terra na leitura dos doze arquétipos. Se em Touro ("primeira" terra), a terra era a do plantio, aqui é a da colheita. A terra acolhe a semente em seu interior e deve ficar em repouso para que o trabalho da germinação aconteça. É preciso saber esperar e confiar que a vida está seguindo seu processo de transformação lá dentro, no interno. No mundo interior também é essencial o tempo de dedicação e espera - só assim ele pode crescer e frutificar.

A imagem da Virgem, com seu manto que abriga algo em seu interior e a protege do exterior, remete a esse aprendizado. Ela pode ser comparada a um broto de planta, que tem proteção forte, folhas mais grossas, dureza por fora, mas, no interior, é cada vez mais delicado. Esse interno precisa de proteção para desabrochar.

No hemisfério Norte, o mês de Virgem coincide com a colheita do trigo. A terra fica exaurida após uma colheita. Precisa de repouso e depois será novamente preparada e cuidada para novo plantio. Se assim não for, seguirá endurecendo até cristalizar-se. (Este é o grande risco dos signos de terra). Nos países onde existe neve há uma noção muito mais clara da importância de se calcular e distribuir a colheita criteriosamente. Deve-se ser metódico e ordenado nessa avaliação, com raciocínio crítico e analítico para que hão hajam erros. (Nessas características, o aspecto virginiano pode também desequilibrar-se, ficando excessivo na objetividade e frieza).

De qualquer forma, o arquétipo de Virgem ensina grandes lições: a espera, a disciplina, o cuidado contínuo e rotineiro, a engrenagem perfeita que possibilita a vida (a alternância dia / noite, sol / chuva, ação / repouso, corpo / célula. Esta é a simbologia do caduceu de Mercúrio). "Todo trabalho dá frutos, todo fruto dá trabalho". A tarefa deste mês é lidar com a consciência da necessidade do trabalho e dos cuidados que garantem a saúde do corpo e da terra.

Como fonte de humanização, o trabalho deve enfatizar a capacidade de realização da pessoa, estando conectado ao prazer de sentir-se produtivo e útil, de contribuir no todo da empresa / comunidade / humanidade. O trabalho também deve estimular a competitividade sadia de superar os próprios limites para aperfeiçoamento dos frutos. E, por fim, o prazer de ver o produto final, de colher o fruto, e, assim, concluída a tarefa, usufruir o repouso com a noção de seu mérito.

A virtude da disciplina é ver-se como discípulo de si mesmo. Ser o próprio treinador, professor e técnico no exercício da realização das próprias potencialidades. A verdadeira vocação de cada um é ser quem é, com todas as pequenezas e grandezas, mas único. Discernir as proporções, os limites, e trabalhar para respeitá-los e transcendê-los é a prática da disciplina. Ela reconhece que é preciso fazer todo dia, pois é no cotidiano que nos expressamos. A humildade (de "humus", terra) de ver os limites do próprio tamanho e alcance, invoca a disciplina de investir rotineiramente em crescer e ampliar.

As virtudes e os arquétipos de cada mês