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MÊS DE NOVEMBRO

ELEMENTO

ÁGUA

SIGNO

ESCORPIÃO

REGENTE

PLUTÃO / MARTE

VIRTUDE

TRANSCENDÊNCIA
Estória do Aprendiz

As virtudes e os arquétipos de cada mês

A grande sabedoria ensinada pelo arquétipo de Escorpião é a consciência de que, em nós, a vida é movimento e transformação contínuos. Sendo assim, devemos nos tornar cada vez mais permeáveis ao fluxo criativo da própria existência. A evolução, seja humana seja espiritual, não permite nem estagnação, nem apego, nem segurança absoluta, mas exige um constante prosseguir e flexibilidade quanto às mudanças que a própria vida traz. É só observar que, a cada fase de estabilidade, quando se imagina ter-se chegado a condições de segurança imutáveis, algo acontece que faz aparecer novamente a luta, o conflito, a crise.

A regência de Plutão (Hades), Deus dos Infernos e a co-regência de Marte (Ares), Deus da Guerra, fazem desse signo um arquétipo das transmutações. Plutão simboliza as trevas, as profundezas infernais de nós mesmos onde nos deparamos com o pior de nós - instintos passionais, inveja, ciúmes, ira, avareza, etc.

Seria o equivalente às águas dos pântanos - obscuras, lodosas, lamacentas, ameaçadoras. É o representante do Visceral em nós, aquilo que é despertado de nossas profundezas quando a nossa intimidade é revolvida e exposta. Marte simboliza o nosso lado guerreiro para o enfrentamento dessas ameaças e escuros. É o que nos dá chance de superação daquilo que nos é limitante. Está associado às águas dos rios que seguem fluindo apesar dos obstáculos, das quedas e das depressões em seu caminho.

Em algum momento da vida para todos nós, o que parecia importante é destruído e há um salto para o nada. Isso é amedrontador e necessário, pois é inevitável a experiência humana de perder tudo, inclusive a si mesmo. Isso é a morte. E é nela que reside a possibilidade do renascimento. Do renascer emerge um Eu mais fortalecido e maduro, mais apto à vida, liberto daquilo que não lhe é essencial.

Se as transformações são inevitáveis e inerentes à própria condição de estar vivo, transcendê-las, aprender com elas é o caminho da evolução. No transcorrer da vida, experimentamos muitas formas diferentes de mortes. Ao derivar nossa identidade e/ ou vitalidade de um relacionamento ou de uma profissão e os perdermos, estaremos diante da morte. A infância morre para nascer o adulto. Morte é perda, luto e dor. Isso pode ser estagnante e, consequentemente, adoecedor ou, mobilizando a nossa capacidade de transcendência, torna-se possível refazermo-nos e ir além. Crescer, evoluir, ultrapassar as nossas limitações para sermos maiores, mais claros e luminosos.

As virtudes e os arquétipos de cada mês