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MÊS DE JUNHO

ELEMENTO

AR

SIGNO

GÊMEOS

REGENTE

MERCÚRIO

VIRTUDE

ALEGRIA
Estória do Aprendiz

As virtudes e os arquétipos de cada mês

O ar é o elemento que traz a certeza da existência de um mundo não visível. O ar está em todos os espaços abertos, assim como o pensamento e a imaginação humanas. No mundo das idéias, tudo é possível. A falta de formas e limites, a mutabilidade, a rapidez, a leveza, a multiplicidade, a variedade são também atributos do elemento ar.

O arquétipo de Gêmeos retrata a atitude de cada um diante do conhecimento. Ele traduz a necessidade humana de aprender e expressar. É o nosso lado curioso, imprevisível, brincalhão, dispersivo. Essa tendência à dispersão não quer dizer, necessariamente, superficialidade, mas diz da vontade de ter e estar em tudo, ao mesmo tempo, para não perder nada. Experenciar e entender toda a natureza da própria vida estimula a vivência interna de desdobramento: a um só tempo, somos os atores e os espectadores de nós mesmos, personagens e autores. Essa é a questão geminiana.

Vizinho mais próximo do Sol, Mercúrio é o planeta mais rápido de volteios incessantes. Mercúrio, o Deus da Mitologia (Hermes, para os gregos) com asas nos pés, tinha o ofício de mensageiro dos Deuses. É também o guia dos seres em suas mudanças de estado, o guia das almas no reino dos mortos, pois conhece bem o caminho das sombras, o que lhe permite saber onde está a luz. Ele tem a capacidade da transformação, sendo o Deus da Alquimia, o catalisador, o mediador entre o cósmico e o terrestre. Mediar é uma das habilidades mais importantes do signo, mas também uma de suas maiores dificuldades. Vale dizer que Mercúrio é essencialmente um princípio de ligação, de intercâmbio, de movimento e de adaptação. Por isso, é a divindade do comércio.

Seu emblema é o caduceu, símbolo da natureza dualista, na qual se confrontam os princípios contrários e complementares: luz-trevas, feminino-masculino, bem-mal ... Traz a possibilidade do equilíbrio das tendências contrárias em torno do eixo do mundo. Essa circulação interna constitui a condição inicial do desenvolvimento da inteligência: separar-se das coisas para não mais se confundir com elas e tomar distâncias em relação a si mesmo. O caduceu simboliza ainda a capacidade de penetrar do mundo conhecido ao desconhecido, a procura de uma mensagem espiritual de liberação e de cura (símbolo da Medicina).É o arquétipo do Mágico. Mercúrio representa um estágio do processo evolutivo da consciência: o da classificação, generalização e síntese, produzindo símbolos que nos ajudam a entender o significado do "holos" (Todo) e o propósito de nossas experiências. É o impulso transevolutivo rumo a uma compreensão sempre mais abrangente, consistente e significativa de todos os aspectos da existência.

Selecionando, censurando, represando, intelectualizando o sem-número de estímulos que a natureza circundante oferece, para dar-lhes profundidade e tranqüilidade produtivas, o pensamento tem o poder de conectar e sintetizar a essência da inteligência ao nível do Todo Universal. Cabe pois ao ser humano, a tarefa de harmonizar seu corpo físico com a ordem da integração universal pela experiência da síntese em seu próprio ser. Por medo do fracasso, tendemos a cristalizar esse processo racional em dogmas, em verdades estanques, limitando a inteligência à intelectualidade. Mas, quando estamos harmonizados com o todo, tiramos a vida de sua limitação material e damo-lhe a liberdade do pensamento que é Universal e se propaga por todo o espaço.

A alegria é o fundamento do riso que expressa prazer, contentamento, satisfação. O humor é uma ponte para a alegria, tanto mais engraçado quanto mais ri de si mesmo. O humor e a alegria permanecem virtudes enquanto se mantêm inocentes, sem maldade. O escárnio, o deboche, a ironia são-lhes distantes, pois expressam agressão, racismo ou preconceitos. O humor permite aceitar o que nos faz sofrer e transmutar a tristeza em alegria, a desilusão em comicidade, o desespero em leveza. O humor desarma a seriedade, o ódio, a cólera, o ressentimento, o fanatismo. Por dar passagem à alegria, ele suaviza, cura e liberta. Sob o olhar do humor, tudo passa a ser divertido, fonte de riso e alegria. Rir da seriedade e do sentido de algo não os suprime. Apenas relativiza, alivia e suaviza. Afinal, se tudo passa, se a própria vida é impermanente, nada é tão sério a ponto de não valer uma boa risada.

"O homem de humor ri como se deve, o tanto que se deve, quando se deve e do que se deve". (Aristóteles)

As virtudes e os arquétipos de cada mês