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MÊS DE ABRIL
Áries representa sempre uma nova Vida e o começo de um novo ciclo. Então, traz a chance das correções, acertar os erros do passado para recomeçar. É nesta primeira casa que se define e se estabelece um Ego, simbolicamente um elemento central de organização do fluxo das muitas formas de energia internas e externas, do passado e presente. É essencial ter-se consciência do próprio Ego, de suas possibilidades e poderes para poder ter a sua posse. Caso contrário, é o Ego que irá reger a existência. Um Ego enfraquecido é um obstáculo na vida, tanto quanto um Ego fortalecido demais. Da posse segura e consciente do próprio Ego, depende nosso relacionamento com o nosso meio, com os que nos cercam, conosco mesmo, com nossa Essência e com o transcendental. O planeta Marte, o Deus Marte, falam da força guerreira, do desejo, da cólera, da vontade, da ação, da coragem, dos gritos de guerra (voz). Energização, vitalidade, determinação são seus atributos. Marte é o arquétipo do herói - você é o herói de sua própria história pessoal. O jogo de dardos é um exercício de equilíbrio destes aspectos pois resume concentração, movimento e efeito. O elemento é o FOGO - o fogo em sua primeira manifestação, a ação inicial, o impulso instintivo. A forma ariana é aquela que transforma os impulsos instintivos ou idéias espirituais em atos. Em geral, não há preocupação com a conservação ou com os resultados desses atos. O crescimento e a evolução em Áries seria adaptar o ato à necessidade, ou seja, ir além da ação impulsiva, ser capaz de elaborar e adequar o primeiro impulso. Deve-se ser responsável por sua semente e usá-la com adequação ao caráter mutável e cíclico de cada momento. De todas as virtudes, a coragem é a mais universalmente admirada. A coragem não é necessariamente a ausência de medo, mas a capacidade de superá-lo, quando ele existe, por uma vontade mais forte. É força de alma frente ao perigo. É ela que dá consistência a todos as outras virtudes pois todas requerem "agir de maneira firme e inabalável em direção ao bem". Para fazê-lo, é necessário enfrentar os riscos que esse caminho impõe, seus obstáculos. Só com coragem é possível. Sem coragem não se poderia resistir ao pior em si, no outro ou nos reveses da vida. Como a coragem não tem pressuposto moral (existem maldades corajosas, criminosos corajosos...), a sua inclusão nas Virtudes pressupõe seu altruísmo. A coragem é nobre quando o risco aceito ou corrido não tem motivação egoísta, é desinteressado e desprendido. A coragem só se torna uma virtude quando a serviço do outro ou de uma causa humanitária e generosa. Toda coragem é feita de vontade. A coragem não é um saber, mas uma decisão; não é uma opinião, é um ato no presente. Temos que pensar na coragem como um ponto de equilíbrio entre a temeridade e a covardia. O temerário arrisca-se por pequenas coisas ou por fascínio ao perigo, despreocupado consigo ou com sua vida. O covarde é submetido pelo seu medo. A coragem tem causas nobres mas, ainda assim, só é virtuosa se a ousadia se acompanha da prudência. O medo a ajuda e a razão a nutre. A lucidez e a liberdade estão em saber evitar os perigos ou superá-los, com a mesma firmeza de alma. Cada homem deve saber o que ele pode e o que ele não pode suportar. Encontrar esse limite é questão de sorte ou de mérito. Os heróis sabem disso, quando são lúcidos: é o que os torna humildes diante de si mesmos e misericordiosos diante dos outros. |