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MEDITAÇÃO

"A meditação é um processo de aprofundamento, interiorização e concentração. Ela significa submersão e contemplação interior, e nela nós tentamos eliminar o máximo possível as influências exteriores para concentrarmo-nos nas esferas interiores e qualidades espirituais mais elevadas."

A meditação é um processo de despertar para a vida num sentido maior do que o cumprimento das tarefas cotidianas. É uma experiência consciente de nossas próprias profundezas e de nosso ser interior. É a possibilidade de penetrar na região onde surgem as imagens religiosas e onde as raízes de toda religião viva devem estar fundamentadas. Por esse motivo, não existe uma verdadeira meditação sem conteúdo religioso, já que entendemos que religião ("religare") é ligar céu e terra.

A meditação é um dos caminhos mais importantes para cultivar-se o equilíbrio entre as demandas do mundo externo e as necessidades internas, encontrando o próprio ritmo de vida. No universo vivo, tudo é ritmo: inverno/ verão, dia/ noite, tensão/ relaxamento, introversão/ extroversão, contemplação/ serviço, meditação/ atividades práticas. O ritmo e o equilíbrio fundamentam a própria saúde.

Existem muitas técnicas de meditação. O que propomos é uma forma não de reflexão, mas de "esvaziamento da mente". É não-pensar, não seguir raciocínios, não se apegar a nenhuma idéia. Apenas deixar os pensamentos irem e virem como se a mente fosse só um corredor de passagem. Mantendo a coluna ereta, acompanha-se o movimento respiratório. Toda a atenção fica focada no ato de respirar. Entrega-se ao silêncio, à quietude, ao vazio.
E, esvaziado, pode-se ouvir o Uni-verso.

 

Sheyla Alves Estórias do aprendiz
janeiro/2005

 

Auto-biografia em Cinco Pequenos Capítulos

I

Eu caminho pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio dentro dele.
Eu estou perdido... estou desamparado.
Não é culpa minha.
Leva um tempão para encontrar a saída.

II

Caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Finjo que não o vejo.
Caio dentro de novo.
Não posso crer que esteja no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda leva muito tempo para sair.

III

Eu caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu vejo que ele está lá.
Eu ainda caio... é um hábito.
Meus olhos estão abertos.
Eu sei onde estou.
É culpa minha.
Saio imediatamente.

IV

Eu caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu passo ao redor.

V

Eu caminho por outra rua.

(Portia Nelson)

Novembro/2004

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Outubro/2004

SÁBIO MENDIGO

Julho/2004

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DIÁLOGO ENTRE DOIS MONGES

Abril/2004

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