A não-violência para Gandhi
"Nenhum ser
humano é tão nocivo para não ser salvo. Nenhum ser humano é bastante perfeito para ter
o direito de matar aquele que considera como inteiramente nocivo."
"A
não-violência é meu primeiro artigo de fé. É também o último artigo de meu
credo."
"A
não-violência completa é a ausência completa de maus desejos com relação a tudo o
que vive. A não-violência, sob forma ativa, é a boa vontade para tudo o que é vivo. É
o amor perfeito."
"A
característica essencial da violência é que atrás do pensamento, da palavra ou da
ação têm-se uma intenção violenta, isto é, um desejo de fazer o mal a um pretenso
adversário."
"O ódio mata
sempre, o amor não mata nunca."
"O amor é a
força mais poderosa que possui o mundo e, entretanto, ela é a mais humilde que se possa
imaginar."
"A guerra que
aqui se desenvolve mostra a futilidade da violência."
"Tenho por
objetivo a amizade com o mundo inteiro. Quero unir o maior amor à mais firme oposição
ao mal."
"A
não-violência não consiste em renunciar a toda luta real contra o mal. A
não-violência, tal como eu a concebo, é, ao contrário, uma luta contra o mal mais
ativa e mais real que a da lei de talião, cuja natureza própria é desenvolver, com
efeito, a perversidade. Considero que lutar contra o que é imoral pressupõe uma
oposição mental e, consequentemente, moral. Busco neutralizar completamente a espada do
tirano, não a trocando por um aço melhor, mas iludindo sua expectativa de encontrar em
mim uma resistência física. Ele encontrará em mim uma resistência de alma que
escapará à sua força. Tal resistência o deslumbrará e o obrigará a inclinar-se. E o
fato de inclinar-se não humilhará o agressor, mas o enaltecerá. Podemos dizer que isto
seria um estado ideal. E o é!"
"Constatei que a
vida persiste mesmo em meio à destruição e que deve, consequentemente, existir uma lei
mais alta que a da destruição. Será unicamente através de uma tal lei que a sociedade
organizada poderá ser compreendida e que a vida valerá a pena ser vivida. Ora, se tal é
a lei da vida, devemos aplicá-la em nossa existência diária. Onde houver conflito, onde
houver oposição, triunfe através do amor. Através de tal método rudimentar coloco em
minha vida esta lei. Isto não significa que todos os meus problemas encontrem solução.
Mas constatei que esta lei do amor se mostra tão eficaz que jamais tive em mim a lei da
destruição."
"A lei do amor
governa o mundo. A vida persiste a despeito da morte. O universo continua malgrado a
destruição incessante. A verdade triunfa sobre o erro. O amor sobrepõe-se ao
ódio."
"A
não-violência tem por condição imprescindível o poder de comover. É uma repressão
consciente e deliberada do desejo de vingança que o faz sobressair. A vingança é sempre
superior à submissão passiva, fraca, covarde, mas a vingança também é fraqueza. O
desejo de vingança nasce do temor de um mal imaginário ou real. Aquele que não teme
ninguém na terra achará difícil ter cólera contra alguém que lhe faça mal."
"A
não-violência não se realiza mecanicamente. Ela é a mais alta qualidade do coração e
se adquire pela prática."
"É preciso uma
investigação árdua para chegar-se ao estado mental da não-violência. Na vida
cotidiana, é preciso submeter-se a uma disciplina, um pouco como aquela do soldado, mesmo
não sendo de nosso agrado. Admito, entretanto, que sem uma cooperação cordial do
espírito, a observação puramente exterior da não-violência não será mais que uma
máscara, nefasta, mais para aquele que a carrega que para o próximo. Não chegamos ao
estado perfeito senão quando o espírito, o corpo e a palavra estiverem convenientemente
coordenados. Mas há sempre uma luta mental intensa."
"Para adquirir
uma força real, a não-violência deve começar com o espírito. A não-violência que
abarca tão somente o corpo e na qual o espírito não colabora, é a da fraqueza e
covardia; não podemos tirar dela nenhum poder. Se mantivermos em nosso coração o ódio
e a malícia não deixando transparecer a nós mesmos que nisto há vingança, isto nos
subjugará, e nos conduzirá a nossa perda. Pois a abstenção de toda violência,
unicamente física, não é nociva, mas é preciso não ter pensamentos de ódio mesmo se
não pudermos desenvolver em nós o amor ativo."
"Oponho-me à
violência pois quando ela parece produzir o bem, tal bem não tem senão resultado
transitório, enquanto que o mal produzido é permanente."
Encontrado na rede
(http://www.nossacasa.net)
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